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Vereadora Edna Mahnic critica prisão de Lula e reitera sua liderança para a eleição deste ano

A vereadora Edna Mahinc (PT) durante Sessão Ordinária desta segunda-feira, 09, explanou uma análise de conjuntura. Conforme ela, abril de 2018 será lembrado no futuro como um daqueles meses cinzentos da história do Brasil, igualando-se a tantos outros que também o mundo já viveu. “Junto com a ordem de prisão arbitrária contra o ex-presidente Lula, merece destaque negativo o papelão que o Supremo Tribunal Federal (STF) exerceu, por reafirmar seu papel discriminador, tratando de modo arbitrário um cidadão que possui os mesmos direitos que todos os demais”.

Em sua concepção, enquanto instituição que compõe um dos três poderes da República, desde 2016, “o STF começou por dar completa voz aos golpistas que depuseram a presidenta Dilma Roussef sem uma razão legal fundamentada; agora, julga com regras completamente obscuras um ex-presidente que representa ameaça aos políticos conservadores e reacionários”. Ela finalizou o pensamento afirmando que “para terminar, esse mesmo STF negou um habeas corpus a esse mesmo cidadão que ainda não foi condenado em última instância”.

Conforme ela, o caso do ex-presidente Lula possui prerrogativas de recorrer a instâncias superiores, entre elas o próprio STF e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Lembro que, pelo ritmo normal dos processos, isso ainda deverá ser feito no futuro, pois o processo não chegou às mãos do próprio STF. A vereadora questionou – “sendo inocentado, que dinheiro no mundo poderá pagar o dano dessa prisão injusta?”“.

Edna lembrou que alguns dos ministros do STF chegaram a esse cargo através da caneta do ex-presidente Lula, inclusive a própria presidenta, Carmem Lúcia, a mesma que em “voto de Minerva” entregou o ex-presidente aos leões. Essa atitude causa repulsa. “Naquela gana de condenar um líder político contrário aos rumos que o capitalismo injusto deu ao Brasil desde sempre, muitos juízes romperam com sua própria tradição de posicionamento em favor das liberdades individuais e de defesa da Constituição Federal. Tristemente vergonhosa essa postura; o STF deu em si mesmo mais um ‘arranhão’. Aqueles 6 votos a 5 não condenaram apenas o ex-presidente a uma prisão arbitrária: afronta milhões de brasileiros e ameaçam sua própria autonomia enquanto Corte Suprema. Nem mesmo o princípio forense “in dubio pro reo” (na dúvida, a decisão tomada deve favorecer ao réu) foi preservada. E dúvidas é o que não faltam no bojo desse processo tão polêmico. Milhares de advogados do Brasil e do mundo são sabedores disso”.

A vereadora entende que a prisão é injusta e arbitrária, fruto de uma perseguição política combinada por intermédio de setores da mídia. Para ela, qualquer outro político, ou mesmo outro cidadão comum, jamais aceitaria ser preso em condições iguais. “Há até uma suposta pressão de  Setores do Exército condicionando a antecipação dessa sentença a uma suposta intervenção militar. Uma brutalidade”.

 

A parlamentar é enfática em dizer que o Brasil vive mais uma vez um estado de exceção, mas nesse momento a perseguição recai sobre um líder que pode trazer o Brasil de volta à normalidade. “O golpe se aprofunda cada vez mais desde 2016, momento em que a Presidenta Dilma Rousseff, foi destituída do cargo para o qual foi eleita em 2010 e depois em 2014. O líder desse golpe, Eduardo Cunha, encontra-se na cadeia. O golpe iniciado em 2015 tem como líderes a ‘grande mídia’, as associações comerciais dos maiores estados e muitos juízes partidários, por transformarem a ‘Justiça cega’ em caolha, por conseguir enxergar apenas a corrupção do PT, nos casos em que houve”.

Entretanto, um dos principais componentes desse grupo, segundo a parlamentar, foi o engajamento e o apoio das federações de indústrias de muitos estados, lideradas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e, como já mencionamos, o próprio judiciário com sua ‘cegueira caolha’. “Pelas ‘santas mãos’ de certos membros do judiciário, todas as acusações apresentadas contra o PSDB, co-autor do golpe junto a Temer, têm sido sumariamente arquivadas ou prescritas”.

A petista salienta que a perseguição ao PT e ao ex-presidente Lula foi o último caminho encontrado pela direita brasileira para retomar seu projeto de atraso -“com suas ações funestas, continua dando provas do quão covarde são os capitalistas em sua gana por ‘crescer e multiplicar’ seus escandalosos lucros. Esse projeto jamais seria retomado diante da possibilidade real de uma vitória de Lula em 2018”.

De acordo com Edna Mahnic, qualquer observador internacional, minimamente neutro e com visão global dos acontecimentos, é capaz de ver, narrar e descrever os fatos e pretextos postos em prática desde 2014. Entre elas, a principal: operação Lava-Jato, que em sua concepção, pelo cérebro e mãos de um juiz federal de primeira instância revirou a vida do ex-presidente Lula pelo avesso não encontrando provas concretas contra ele. Ela é incisiva ao firmar que “nenhuma conta bancária ilegal; nenhum montante em dinheiro guardado em algum apartamento de sua propriedade comprovada ou de algum parente ou amigo próximo. Não há nada gravado nem filmado; não há ação criminosa punível com a mínima reprimenda. Há apenas uma afirmação de alguém que tem muito a ganhar através de uma ‘informação’ (delação premiada). Já não se pode dizer o mesmo de seus adversários. O contrário disso é o que vemos”.

Para ela, ao encerrar o segundo mandato em 2012, “o maior estadista que o Brasil já conheceu contava com a APROVAÇÃO DE 80% da população brasileira”. Pela sua ótica, a partir do momento em que o ex-presidente passou a percorrer o mundo ministrando palestras e, até o mês de setembro de 2017, já havia recebido 33 títulos de doutor honoris causa outorgados pelas maiores e mais conceituadas universidades do Brasil, da América Latina e da Europa, ele começou a incomodar a direita perversa.  “Esse índice jamais foi conseguido por nenhum estadista anterior a Luís Inácio Lula da Silva”.

Na sua concepção, na ânsia de cassar o ex-presidente Lula e o programa de governo do PT a qualquer custo, alguma mente maquiavélica e doente criou a ideia de um apartamento tríplex que seria de posse da família Lula, de cuja reforma teria ficado a cargo de uma empreiteira que a estaria dando “de presente” ao ex-presidente. Essa mentira foi repetida milhares de vezes, à exaustão, na mídia nacional transformando-se numa “verdade”, de tal maneira que ‘convenceram’ um imenso contingente de pessoas que uma condenação sumária poderá salvar o Brasil da praga da corrupção que corrói nosso País desde os tempos de D. Pedro I.

Para Edna, as farsas foram e são inumeráveis: barquinhos a pedal, power-points, cerceamento de testemunhas, anexação de ‘documentos’ sem origem nem assinatura, a “convicção” do Ministério Público, calúnias também através das redes sociais e, muito preconceito contra um migrante nordestino apelidado pelos racistas de plantão de “analfabeto”. O resultado está aí. Contudo, “é impossível para nós trabalhadores baixar a cabeça e simplesmente acatar uma sentença antecipada por um “voto de minerva” proferido pela presidenta do STF. Não engolimos isso!

Edna faz um retrospecto dos avanços nos Governos Lula – durante os anos de 2003 a 2010 (dois mandatos de), o povo brasileiro obteve inúmeras vitórias. Teve acesso a mais e melhores empregos; muitos milhões passaram à condição da casa própria; o acesso aos bens de consumo (carros e eletrodomésticos) foi imensamente facilitado, sem falar nas 18 Universidades e 214 escolas técnicas. O salário-mínimo saltou de US$ 70,00 (setenta dólares) para US$ 300 (trezentos dólares). Isso provocou um enorme ciúme na direita brasileira que, incapaz de levar adiante um projeto melhor para 2018, ano da quinta vitória consecutiva do PT (com Lula à frente), e de uma nova derrota nas urnas para a direita conservadora.

Segundo a vereadora, está aí a explicação para a sanha do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que resolveu apelar de vez: patrocinar e promover a prisão de um homem inocente. O objetivo maior desta perseguição é esmagar não só o PT, mas a esquerda inteira. Quem é trabalhador e não se revolta contra esse estado de coisas atenta contra seu próprio futuro. Quero lembrar a todas e a todos aqui presentes que, se isso virar costume, muito em breve nós mesmos estaremos sujeitos e sujeitas a esse tipo de julgamento injusto. Aliás, já estamos.

E nós, prossegue a parlamentar, componentes desta Casa de Leis, o tempo todo corremos sérios riscos de sermos “mal interpretados” no encaminhamento de votações de nossos projetos de leis. O zelo pela igualdade de direitos dentro do município de Primavera do Leste pode ocasionar alguma (ou muitas) acusações a nós por parte de algum setor que tenha seus interesses contrariados. Toda perseguição coletiva tem como primeiro alvo destruir o líder. E para atingir o objetivo do momento, Lula precisa ser preso e, com essa prisão, o aniquilamento do maior e mais competitivo partido de esquerda que o Brasil já conheceu.

Digo mais: mesmo com a prisão de seu virtual candidato, é ele quem detém as melhores condições de chegar ao Palácio do Planalto em 2018. Apesar do massacre, Lula aparece à frente de todas as pesquisas de opinião. Mesmo preso, o ex-presidente é capaz de influenciar a decisão de milhões de eleitores. Outro risco decorrente desse fato: alguns setores irresponsáveis pedem o fim das eleições presidenciais. Que ninguém se engane: o objetivo maior dessa empreitada é esmagar a esquerda inteira e subjugar o povo brasileiro mediante uma ditadura.

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